sábado, 25 de dezembro de 2010

PASSEIO SOCRÁTICO - Por Frei Beto

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal,em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse.

O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais -manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e,sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos “Manuscritos econômicos e filosóficos” (1844), ele constata que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós.” O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos.

As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.

Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, têm alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígene cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém. Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma joia?

Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista, a gata borralheira transforma-se em cinderela…

Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, dinheiro, cargos etc.

Comércio deriva de “com mercê”, com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas. Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.

Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotadade produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo. “Nada poderia ser maior que a sedução”- diz Jean Baudrillard - “nem mesmo a ordem que a destrói.” E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

Vou com frequência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. “Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático”, respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz” .

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Não te desejo um Feliz Natal!

Refletindo nos meu 54 natais...
Lembro da maior parte deles....
Tomei minha decisão
Não te desejo um feliz natal
O único que posso te desejar
É que tenhas CONSCIÊNCIA
Muita consciência!!!!!
E coragem... muita coragem!!!!
Ancorado em ti mesmo,
Pleno de ti mesmo,
Detentor do teu caminho
Senhor(a) do teu projeto de vida
Possas determinar o quanto de felicidade
Paz, amor, saúde, riqueza, abundância, paciência
E todos os atributos que queiras expressar e dar a ti mesmo
Enquanto SER CONSCIÊNTE
Deixes de lado
As crenças, as manipulações, as seduções, as ilusões
E, com CORAGEM assumas as rédeas da tua vida.
Com planos, estratégias, atitudes, foco
Sucesso!!!
Muito sucesso!!!

Amorosamente
Carmen Gloria Coelho
Dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

[VIDEO] CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO

Do site: http://www.anovaordemmundial.com/
http://blog.antinovaordemmundial.com/wp-content/uploads/2010/12/images.jpg
 "Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?"

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Dirigido pela cineasta Estela Renner e produzido por Marcos Nisti, o documentário promove uma reflexão sobre como a sociedade de consumo e as mídias de massa impactam na formação de crianças e adolescentes.

Criança, A Alma do Negócio, mostra a realidade em que vivemos: crianças que preferem ir ao shopping a brincar, conhecem marcas pelo logotipo, e apesar de terem uma vasta coleção de brinquedos e jogos se encantam mesmo é por um pequeno bonequinho de plástico.

O Instituto Alana foi o ponto de partida do documentário. Depois de registrar vídeo-aulas com os conselheiros da organização, Estela percebeu como a infância de nossas crianças está sendo sabotada pelo excesso de publicidade dirigido à elas, e que a maioria dos pais ou não percebe, ou não sabe como agir perante tal quadro.

“Acho uma grande covardia a publicidade ser dirigida à criança. Quer vender o seu produto? Fale com alguém do seu tamanho, não use meu filho como promotor de vendas dentro da minha casa…Nunca vou esquecer quando meu filho de 3 anos pediu para eu ir ao posto Shell”, diz uma das mães entrevistadas. O filme mostra que a ética se perdeu pela busca do lucro - e nossas crianças arcam com o prejuízo de uma infância encurtada

O documentário também está disponível para download na integra:
DVD original 2.6gb - documentário em formato iso para ser copiado em DVD

.AVI 700mb - documentário em formato avi para ser visto no computador (resolução 720x480)
.MP4 196mb - documentário em formato mp4 compatível com iPod e computador (resolução 320x240)
.AVI 46mb - trailer do documentário em formato avi para ser visto no computador (resolução 320x240 )
Celulares, ipods, mp4 e tocadores portáteis - URL para acesso:
http://www.alana.org.br/doc.3gp
http://www.alana.org.br/doc.mp4

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A importância da educação

Recebi via e-mail e coloco aqui na íntegra por considerar pertinente e oportuno. Desconheço o autor.
Breve resposta à mãe de um dos delinquentes autores do ataque da Av. Paulista no dia 14/11/2010

Esta senhora, ao sair da delegacia, se deparou com a vítima, abaixo, desfigurado por hematomas, cortes e graves riscos de cegueira, por cacos de vidro de lâmpadas fluorescentes. Ao vê-lo, destilou seu ódio, não ao filho querido, mas sim à vítima, talvez, por ter sido obrigada a interromper seu cotidiano e ter que resgatá-lo de um local nada confortável para sua classe social.

Sra. S.... C...., seu filho é pior que um animal, que me perdoem os animais, mas sabemos que algumas espécies, tem no instinto, o territorialismo, atacando outros que, embora da mesma espécie, não fazem parte da matilha, como seria o caso do seu “pimpolho”. Claro que lhe falta a educação e noções básicas de convívio em sociedade e que na verdade, locais como a Avenida Paulista, que é a “vitrine” de uma São Paulo próspera, segundo avaliação (sociopata) de pessoas como seu filho e seus “ilustres” amigos, deveria ser frequentada apenas por pessoas da mesma “tribo” : filhos de uma classe que pratica o consumismo desenfreado e que por isso está inclusive colocando em risco a preservação de todas as espécies, inclusive da nossa pelo lixo que produz, comprometendo a preservação ambiental, os quais desfilam despreocupadamente com roupinhas de grife (costuradas por mão de obra escrava nos porões da exclusão social). Para eles, a simples existência de pessoas que destoem da sua visão obtusa desse padrão, é motivo para ataques, no caso, como nesse triste episódio, de forma monstruosa e covarde.

Monstruosa pelo que já expus acima.

Por que covarde Sra. S..... C.... ? Porque na verdade, não foi uma simples briga conforme reclamou ameaçadoramente, à pobre vítima, que demonstrou coragem e ousou fazer um boletim de ocorrência. Foi um ataque traiçoeiro, pelas costas, gratuito (no vídeo vemos que as vítimas caminhavam distraídas e tranquilamente), estando ainda, o atacado, desarmado. Covarde também minha senhora, porque como todo animal capturado e acuado, seu filhote, chorou covardemente na delegacia, assim como o fazem os cães presos pela carrocinha, uivando e achando-se vítimas de injustiças.

No século passado, num período muito negro da Alemanha, decidiu-se que alguns cidadãos não eram merecedores de trafegar na mesma calçada que os “puros”. O final desse comportamento é de conhecimento geral.

A educação, minha senhora, começa na infância e se dá principalmente através do exemplo familiar. Não tente relegar esse dever à educação do Estado ou ao Ensino Privado. Ninguém é obrigado a tolerar filhos de terceiros. Felizmente, alcançamos no Brasil, o status de funcionamento maduro das Instituições e cenas deploráveis como essas, não terão mais vez em um país democrático .

Segue abaixo uma transcrição a respeito do valor da educação (no seu caso a palavra correta seria adestramento) para quem sonha com a paz e convívio harmonioso, como deveria ser em um país que aponta para o crescimento social.

Não leve a mal minha sinceridade, temo que o crescimento da intolerância poderá fazer cada vez mais vítimas, entre elas, todos e qualquer um de nós, quanto a duras penas, descobrimos que a dor do outro é idêntica à nossa.

“LICURGO FOI UM LEGISLADOR GREGO QUE DEVE TER VIVIDO NO SÉC. QUARTO ANTES DE CRISTO.

Convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema e por isso o convidaram.

Transcorridos os seis meses, compareceu perante a assembleia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo em seguida entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães.

A UM SINAL PREVIAMENTE ESTABELECIDO, UM DOS CRIADOS ABRIU A PORTA DE UMA DAS GAIOLAS E A PEQUENA LEBRE BRANCA SAIU A CORRER ESPANTADA.

LOGO EM SEGUIDA, O OUTRO CRIADO ABRIU A GAIOLA EM QUE ESTAVA O CÃO E ESSE SAIU EM DESABALADA CORRERIA AO ENCALÇO DA LEBRE. ALCANÇOU-A COM DESTREZA, TRUCIDANDO-A RAPIDAMENTE.

A cena foi grotesca e chocou os presentes. Uma grande admiração tomou conta da assembleia e os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou.

TORNOU A REPETIR O SINAL CONVENCIONADO E A OUTRA LEBRE FOI LIBERTADA. A SEGUIR, O OUTRO CÃO.

O POVO MAL CONTINHA A RESPIRAÇÃO. ALGUNS, MAIS SENSÍVEIS, LEVARAM AS MÃOS AOS OLHOS PARA NÃO VER A REPRISE DA MORTE BÁRBARA DO POBRE E INDEFESO ANIMALZINHO QUE CORRIA E SALTAVA PELO PALCO. NO PRIMEIRO INSTANTE, O CÃO INVESTIU CONTRA A LEBRE. CONTUDO, EM VEZ DE ABOCANHÁ-LA, BATEU-LHE COM A PATA E ELA CAIU. LOGO A LEBRE ERGUEU-SE E SE PÔS A BRINCAR COM O CÃO. PARA SURPRESA DE TODOS, OS DOIS FICARAM A DEMONSTRAR TRANQUILA CONVIVÊNCIA, SALTITANDO DE UM LADO A OUTRO DO PALCO.

ENTÃO E SOMENTE ENTÃO, LICURGO FALOU:

SENHORES, ACABAIS DE ASSISTIR A UMA DEMONSTRAÇÃO DO QUE PODE A EDUCAÇÃO. AMBAS AS LEBRES SÃO FILHAS DA MESMA MATRIZ, FORAM ALIMENTADAS IGUALMENTE E RECEBERAM OS MESMOS CUIDADOS. ASSIM, IGUALMENTE, OS CÃES. A DIFERENÇA ENTRE OS PRIMEIROS E OS SEGUNDOS É, SIMPLESMENTE, A EDUCAÇÃO”.

By Hector (22/11/10)

"NO FUTEBOL, O BRASIL FICOU ENTRE OS 8 MELHORES DO MUNDO E TODOS ESTÃO TRISTES. NA EDUCAÇÃO É O 85º E NINGUÉM RECLAMA..."
Senador Cristovão Buarque

domingo, 28 de novembro de 2010

Minha Querida Glória do Céu e da Terra,

Depois de um longo tempo ao qual voluntariamente me submeti à uma espécie de exílio voluntário desse mundo virtual, senti vontade de voltar aqui nesse espaço mantido por você ...e uma vez mais... constato que as palavras continuam sendo postadas de forma exata e luminosa, nesse, que considero mais que um simples blog... um desabafo redentor - e por isso mesmo – uma declaração de amor...pois elas (mesmo as que não são de sua autoria) mais me parecem, o próprio músculo do coração, na sístole.

Por isso minha querida, não há como uma vez mais não dar-lhe um afago poético por dar à luz a esse espaço intitulado “Expansão da Consciência".

Aproveito o momento para lhe dar os parabéns e pedir que não desista de dar a cara à tapa à compreensão e/ou julgamento da consciência alheia... ofertando a outros... esboços da sua própria alma.

Quem escreve, se dedica a fazer uma espécie de strip-tease de si mesmo – já dizia Sartre – E eu falo disso porque exatamente enquanto relia você...recordei que quando Chico Buarque lançou a edição – em inglês – do seu livro Budapeste, no Queen Elizabeth Hall de Londres, ao responder à pergunta de um jornalista, disparou: “Escrevo tanto livros como músicas, para me entender melhor”.

Ninguém nasce sabendo e duvido que haja melhor forma de auto-conhecimento do que a prática da escrita. Parece que foi assim com São Paulo, Santo Agostinho, Beethoven, Theilhard de Chardin, Exupèry, Newton, Freud, Kierkegaard, Dostoievski. Etc.Etc.

Nessa mesma esteira de pensamento, me ocorre nos recordar que o mestre Graciliano Ramos chamava a atenção, para o fato de que "a palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

Assim, penso eu, que mais importante ao editar um espaço como esse seu...e assim estar exposta a qualquer crítica literária... é o fato de que você entrou em cena com identidade própria e emocionante espontaneidade, como uma pessoa 100% íntegra à sua dor, ao seu amor e ao seu humor.

E acredite, minha cara: é isso o que faz a diferença para o deleite de todos nós leitores que mais do que seguidores somos seus amigos.

Assim, continue a buscar com ânimo - no âmago da sua alma - e a nos brindar a Verdade que nos expande a todos.

Pois é reconfortante perceber e reconhecer que você (a exemplo de muitos de nós que nos sabemos "sós") não teme andar na companhia tanto dos aplausos como dos destratores; dos anjos e demônios ao mesmo tempo, personagens que nos habitam em luz e sombra que nos atropelam com seus dez tratores e às vezes mil elogios...e que traduzem sentimentos que desde sempre nos dividem, para oxalá, nos integrar quando aceitamos conviver com cada um deles...levando a sério o ato de brincar com as palavras...e ao mesmo tempo não nos levar tão a sério.

"Não há que ser forte. Há que ser flexível"...é um provérbio chinês do qual gosto muito, faz sentido.

Pois me parece que é justamente no ato da flexibilidade...ou seja...da EXPANSÁO - de idéias, conceitos e pré-conceitos - que podemos chegar no além de nossas palavras e experiências pessoais; e fazermos da Coragem que nasce no Coração, o nosso laboratório alquímico e o processo pelo qual através da arte dos relacionamentos humanos, conseguiremos realizar o milagre da transfiguração do sangue, símbolo maior da própria Vida.

Por isso, minha amiga, torço para que a sensibilidade poética e a força da delicadeza que você tem nas veias e que me parece ser – graças a Deus - uma coisa crônica...fique e cresça...de forma ilimitada....em Graça e em Beleza.

Porque, acredite você ou não... ela serve para amansar, ensinar, acolher, libertar e fazer companhia para qualquer conflito interno/estranhamento/confusão/solidão... a sua ou a que não é sua...

No mais, abençôo cada vez mais a vida que há na EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA...sua e de todos nós...nessa vida..."que há pra ser vivida'....enquanto ouso completar: Escreva, Glória, Escreva, Escreva....
;o))

Petrah.

PS. Espero que estas minhas palavras cheguem aí com a dose exata do carinho com que saem daqui

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Estratégias para manipulação de um povo

O linguista esquerdista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. Reality Shows - Novelas - Campeonatos - Copas Mundiais etc.
Técnica do pão e circo, essa é a técnica da distração, ou seja do CIRCO.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar.
Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Lembram do "desarmamento" que desejavam nos impor?
Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. Lembram-se da CPMF?

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários indecentes, tantas mudanças que provocariam uma reação popular se tivessem sido aplicadas de uma só vez. E aplicada assim, ninguém faz nada de nada...

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, NÓS, que temos sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e assim, simplesmente aceitamos porque alimentamos a vã esperança de que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?
“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos, menos idade ou com algum tipo de deficiência mental que a impedisse de raciocinar e, portanto, refletir sobre o (s) produto (s) que lhe é apresentado: comece a observar a abordagem das empresas que tentam vender algo a você.
(ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim, ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA, NA FUTILIDADE E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.
“A qualidade da educação deve ser a mais massificante e medíocre possível, de forma que induzam ao consumo desenfreado e formem apenas trabalhadores que possam ser explorados, para servir a uma minoria que, desta forma, trabalhe pouco, ou nem trabalhe e apenas receba os frutos desse trabalho e ainda agradeçam pelo trabalho exaustivo.
(Leia ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Levar o público, a massa, o povo, NÓS a considerarmos que é moda o fato de ser vulgar, fútil e medíocre, vide a programação da TV que tenta atrair você e mudar os seus valores; incutindo outros que, não fosse essa manipulação, não aceitaríamos como normal...

9- REFORÇAR A AUTO-CULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, das suas incapacidades, ou dos seus esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra um sistema inadequado, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há manifestação contrária a quem domina! Vide a formação educacional que, desde cedo, prima em mostrar ao aluno o "quanto ele é incapaz", reforçando o erro, em vez do acerto; desmotivando-o, em vez de elogiá-lo: isso é técnica de treinamento de incapacidade (desde cedo, o aluno absorve a informação que erra mais do que acerta, comprometendo assim a confiança em si mesmo);

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e as utilizadas por quem usa a força do trabalho dos outros (NÓS) para enriquecer facilmente e sem esforço. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, poucos desfrutam de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. Assim essa minoria manipuladora conhece melhor o indivíduo comum do que ele mesmo se conhece, isso significa que, na maioria dos casos, torna-se fácil exercer um total controle sobre nossas decisões diárias (o que devemos comer, vestir, fazer e não-fazer), delegando um grande poder sobre os indivíduos, o povo, a massa, o público, NÓS, permitindo a completa alienação e, portanto,a confortável manipulação e alienação de todos.

http://ofmcd.blogspot.com/2010/10/estrategias-de-manipulacao-de-um.html

"NO FUTEBOL, O BRASIL FICOU ENTRE OS 8 MELHORES DO MUNDO E TODOS ESTÃO TRISTES. NA EDUCAÇÃO É O 85º E NINGUÉM RECLAMA..."
Senador Cristovão Buarque

domingo, 14 de novembro de 2010

10° Turma em Treinamento - Guarda Portuário - Itajaí SC

Meus sinceros agradecimentos aos participantes da 10° turma em treinamento, Charles Morelli, Cristiano de Souza, Eduardo Ribeiro de Souza, Irineu Osmar Nunes, Jair de Freitas Sobrinho, João Rubens Storino, Joel Mikoski, José Luiz Garrozi, Leando Cesar Vieira, Marcio Tobias, Marcos Helmar Fernandes, Orides da Silva, Robson Ayroso Rufino, Sergio Batista de Souza e à Superintendência do Porto de Itajaí pela confiança prestada a este treinamento.